Atividades Educativas Prontas para Professores

15 Jogos Pedagógicos para o Dia do Índio

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Dia do Índio. Atividades para o Dia do Índio. Jogos Recreativos. Jogos indígenas. Veja aqui 15 Jogos Pedagógicos para o Dia do Índio para trabalhar na escola.

É essencial que a Educação Infantil seja plena de brincadeiras que gratifiquem os sentidos. Levem ao domínio de habilidades, despertem a imaginação, estimulem a cooperação e a compreensão sobre regras e limites; e respeite, explore e amplie os inúmeros saberes que toda criança possui quando chega à escola.

O brincar é mais do que uma distração, é uma linguagem na qual a criança revela uma forma de pensamento. Através da brincadeira, a criança situa-se no espaço em que vive, constrói a ideia de si e do outro, experimenta, fala, age, interpreta interage, enfim desenvolve habilidades essenciais para uma melhor compressão do mundo.

Organizado pelo Comitê Intertribal Indígena, com apoio do Ministério dos Esportes, os Jogos dos Povos Indígenas têm o seguinte mote: “O importante não é competir, e sim, celebrar”. A proposta é recente, já que a primeira edição dos jogos ocorreu em 1996, e tem como objetivo a integração das diferentes tribos, assim como o resgate e a celebração dessas culturas tradicionais. A edição dos Jogos de 2003, por exemplo, teve a participação de sessenta etnias, dentre elas os Kaiowá, Guarani, Bororo, Pataxó e Yanomami. A última edição ocorreu em 2009 e foi a décima vez em que o torneio foi realizado. A periodicidade dos Jogos é anual, com exceção do intervalo ocorrido em 1997, 1998, 2006 e 2008 quando não houve edições.

É interessante notar que as sedes dos Jogos Indígenas são sempre em locais afastados das grandes cidades, contrariando a lógica dos torneios desportivos, mas extremamente coerente com a proposta indígena: em 1996 foi em Goiânia (GO); em 1999 em Guaía (PR); em 2000 em Marabá (PA); em 2001 no Pantanal-MS; em 2002 em Marapanim-PA; em 2003 em Palmas-TO; em 2004 em Porto Seguro-BA; em 2005 em Fortaleza-CE; em 2007 em Olinda-PE; em 2009 em Paragominas-PA; em 2011 em Porto Nacional, no Tocantins; em 2013 na Capital Cuiabá-MT ; em 2015 no Parque Indígena do Xingu-MT; em 2017 na cidade de Santarém ; em 2018 na capital Campo Grande-MS.

jogos para o dia do índio

“Os povos indígenas são herdeiros e praticantes de culturas e formas únicas de se relacionar com as pessoas e ambiente. Conservam características sociais, culturais, econômicas e políticas distintas das sociedades dominantes em que vivem. Apesar de suas diferenças culturais, os povos indígenas de todo o mundo compartilham problemas comuns relacionados à proteção de seus direitos como povos distintos. Os povos indígenas buscaram o reconhecimento de suas identidades, seu modo de vida e seu direito às terras, territórios e recursos naturais tradicionais durante anos, mas ao longo da história, seus direitos sempre foram violados. Atualmente, os povos indígenas estão entre os grupos de pessoas mais desfavorecidos e vulneráveis ​​do mundo. A comunidade internacional agora reconhece que são necessárias medidas especiais para proteger seus direitos e manter suas culturas e seu modo de vida distintos.” (UN, 2017)

É importante a compreensão do conceito de cultura de acordo com Schemes (s/d), para entender a diversidade cultural da espécie humana e principalmente por ser o homem resultado do meio cultural em que foi socializado. Isso significa que a cultura é um processo acumulativo, resultante de toda a experiência histórica das gerações anteriores. Dessa forma, todos os povos e sociedades possuem sua cultura por mais tradicional e arcaica que seja, pois todos os conhecimentos adquiridos são passados como uma herança dentro do grupo, das gerações passadas para as futuras como uma memória coletiva.

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Jogos para dia do índio

15 JOGOS PEDAGÓGICOS PARA O DIA DO ÍNDIO

As crianças indígenas brincam muito. Pesquisadores diversos afirmam que as brincadeiras tradicionais brasileiras têm influência indígena. Veja abaixo algumas dessas brincadeiras para trabalhar no Dia do Índio em sua escola. Compartilhe com seus alunos, eles vão adorar!

1. Jogo de gavião

Todas as crianças, meninos e meninas, formam uma grande fila, cada um agarrando o corpo do colega da frente com as mãos. A brincadeira pode começar com a criança mais alta do grupo, representando o gavião. Este se posta a frente da fila e grita piu. Esse som representa a chamada do Gavião que quer dizer “estou com fome”.

O primeiro jogador da fila estende a perna direita depois a esquerda para a frente e pergunta: quer isso? O gavião responde negativamente, repetindo a brincadeira com cada jogador até chegar à última criança. A esta o gavião diz sim e parte para sua perseguição, correndo para qualquer lado da fila. Os demais jogadores tentam impedir que o gavião pegue o último da fila, contorcendo a “corrente” para a esquerda e para direita. Nesse momento os menores acabam caindo no chão, criando um grande alvoroço. Se o gavião conseguir atingir o seu objetivo, volta a seu posto para fazer uma nova tentativa.

Quando conseguir pegar a presa, leva-a para um lugar escolhido como seu ninho, prosseguindo o jogo até que o último da fila tenha sido pego.

2. Jogo do jaguar

Forma-se uma fila com as crianças segurando as mãos dos colegas da frente, formando uma enorme corrente. O jogador maior representa o jaguar que imitará o bicho, apoiando-se no chão com as duas mãos e uma das pernas, mantendo a outra perna esticada. Saltando e grunhindo, o jaguar vai de um lado a outro da fila, enquanto os jogadores que estão na corrente cantam Kaikú si mã géle tá pe-wai (este é um jaguar), movendo-se de um lado para o outro. Sorrateiramente, a criança que imita o jaguar tenta de um só golpe agarrar o último da fila.Os que são pegos passam a representar distintos animais, presas do jaguar, como o cervo, o javali, o jabuti, a paca, etc.

3. Jogo do peixe pacu

Como nas duas brincadeiras anteriores, as crianças formam a corrente, enquanto alguém é escolhido para ser o pescador. A fila começa a se mexer, feito uma serpente e seus integrantes cantam waitá ma-ge lé ta-pe-wai (este é um pacu). O pescador corre ao longo da fila para tentar tocar o último jogador com uma vara ou um pedaço de pau, que representa a vara de pescar, enquanto as crianças que formam a corrente procuram impedir o seu objetivo.

4. Jogo do jacami

Segundo o dicionário Aurélio Buarque de Holanda, jacami é a designação comum a várias aves gruiformes da família dos psofídeos, comuns da região amazônica, cujas penas da cabeça são curtas e retas. Nesse jogo, as crianças dão-se as mãos formando uma longa fila cantam yematã paná po u’yo-ká la-mã! ta nã i pi zulúz hm-hm-hm (ao lado do caminho vão correndo os jacamis assustados). Subitamente, a um sinal acertado previamente, todos saltam para a frente o mais rápido que podem e voltam atrás.

5. Jogo dos patos marreca “wawin”

É uma brincadeira que simula a caça aos patos. Os participantes formam uma grande fila, cada um segurando o da frente, com os mais fortes puxando a fila. Estes saem correndo rápido, em ziguezague, fazendo schschwshschbschwsch, de maneira que o extremo posterior da corrente se agita, fazendo os pequenos caírem com freqüência. De repente, todos param, simulando o momento em que os patos entram na água. Um menino entre os maiores vira caçador e começa a disparar com as mãos nos patos (as crianças menores), fazendo tac-tac-tac. Um a um, os patos que são tocados com as mãos estendidas do caçador caem no chão, “mortos”, e levados com presas até que não sobre nenhum.

6. Jogo da onça

Neste jogo teremos os seguintes personagens: Uma onça e 14 cachorros. O jogador que está com a onça deve capturar 5 cachorros. O jogador com os cachorros deve encurralar a onça, deixando-a sem possibilidade de se mover em qualquer região do tabuleiro. Obs: O jogador com os cachorros não pode capturar a onça.

Este jogo é jogado no chão, com o tabuleiro traçado na areia. No lugar de peças, os índios utilizam pedras. Uma pedra representa a onça e outras 14, bem parecidas, representam os cachorros. Ele é jogado por dois jogadores. Um deles atua como onça, com o objetivo de capturar os cachorros do adversário. A captura é feita como no jogo de damas. O jogador que atua com os cachorros tem o objetivo de encurralar a onça e deixá-la sem possibilidade de movimentação.

O Jogo da Onça exige estratégia e malícia. Assista no vídeo abaixo como brincar!

 7. Cama de Gato

Nesse jogo os indígenas formam diversas figuras usando um fio tecido de buriti. Os desenhos são figuras ligadas à cultura indígena como peixinhos, tucunaré, cobra, gaivota, etc. É um jogo praticado tanto por crianças quanto por adultos.

8. Jogo da peteca – – péte ka ou Tobdaé, significa “tapear”, “golpear com as mãos”

A peteca é construída com palha de milho e consiste em “tapear” a peteca entre os participantes. O jogo de peteca, entre os Kalapalo, é parecido com a nossa “queimada” ” e é jogado com várias petecas ao mesmo tempo (quatro ou seis) e com dois jogadores, a cada vez. As demais crianças aguardam, sentadas, assistindo. Ao sinal do professor, os dois jogadores da partida arremessam as petecas, na direção do adversário, tentando atingi-lo e se protegendo também. Quem for atingido por uma das petecas, sai do jogo, cedendo lugar para outro jogador que está sentado e recomeça o jogo, até todos terem jogado.

9. Briga de galo

Crianças aos pares, em apoio numa das pernas, segurando no tornozelo da perna livre flexionada para trás. A outra mão fica ao peito. Ao sinal, uma criança tenta desequilibrar a outra, empurrando com o ombro. Ganhará aquele que conseguir ficar mais tempo em equilíbrio, que levar menos tombos.
Atenção: É uma disputa acirrada, que trabalha força, equilíbrio e atenção.

10. Gavião e Galinha

Uma criança será o gavião, outra será a galinha esta fica de braços abertos e atrás de si todos os seus pintinhos. O gavião corre para pegar o último pintinho e ele só pode pegar o pintinho de lado. A galinha para evitar fica dando voltas e mais voltas, impedindo o gavião de pegar seu pintinho.

**Atenção: Antigamente existiu uma fera (gavião) que apareceu e vinha pegar crianças e velhos que não sabiam se defender. Um dia a fera desapareceu e para manter a tradição, hoje as crianças brincam de galinhas e gavião.

11. Sol e Lua – (üacü ru tawemüc’ü) – brincadeira também conhecida como PASSARÁ DE BOMBARÉ

Duas crianças representam o Sol e a Lua e fazem uma ponte de mãos dadas acima. Formar uma coluna com os alunos segurando um na cintura do outro. Cantando, as crianças passam sob a ponte. Numa das vezes o Sol e a Luz prendem o último ou os dois últimos e perguntam qual dos dois lados querem ir, então escolhe o lado e vai para trás ou do Sol ou da Lua, e assim continuam até terminar. No final tem duas colunas e então as duplas mantém de braços dados e os demais seguram pela cintura e puxam para ver qual lado que vai arrebentar.

12. Cabas – Marimbondos

Essa é uma brincadeira que consiste em dividir as crianças em dois grupos: um de roçadores e outro que representa as cabas. É uma brincadeira semelhante ao pega-pega ou mãe pega. As crianças sentam-se frente a frente numa roda, cada uma segurando na parte de cima da mão do outro, como se fosse o ninho de cabas(marimbondos). Cantam e balançam as mãos para cima e para baixo. Os roçadores fazem movimentos com os braços, como se estivesse roçando sua plantação até chegar próximo ao ninho de caba. Um deles, sem perceber bate no ninho e as cabas saem a voar e a picar os roçadores. É um salve-se quem puder.

Atenção: As cabas ou marimbondos são insetos muito comuns.

13. Melancia – Woratchia

As crianças representarão as melancias, ficando agachadas, em posição grupada, com a cabeça baixa, espalhadas pelo terreno. Existe o dono da plantação de melancias, que fica cuidando, com dois cachorros. Existe outro grupo, que representa os ladrões.Os ladrões vêm devagar, e experimentam as melancias para saber quais estão no ponto de colheita, batendo com os dedos na cabeça das crianças. Quando encontram uma melancia boa, enfiam-lhe um saco, e saem correndo com ela. É aí que o cachorro corre atrás do ladrão para evitar o roubo.

14. Vida

Jogo de bola semelhante à “queimada”. Dois partidos, em seus campos. Uma criança lança a bola e tenta acertar em alguém do outro partido. Se conseguir acertar e a bola cair no solo, a criança “queimada” sai do jogo.

15. Curupira

Uma criança fica com os olhos vendados. A outra vem e faz com que aquela dê três voltas girando. Depois, ela pergunta: “que que tu perdeu”? E ela responde “perdi uma agulha; perdi um terçado; E todas as crianças fazem suas perguntas. Quando chega a vez da última criança, esta pergunta-lhe o que o Curupira quer comer. Quando o curupira tira a venda e vê que não tem a comida que ele pediu, sai correndo atrás das crianças e todos saem em disparada para não serem apanhados. Quem for apanhado passa a ser presa do curupira ou vai desempenhar o seu papel.

Avaliação

Observar se os alunos:

  • Valorizam as brincadeiras de origem indígena.
  • Compreendem e respeitam as regras das brincadeiras/jogos.

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