Trabalhe o sistema solar na escola através de uma feira de astronomia infantil. Veja como fazer um sistema solar colorido e outras atividades infantis.
Novembro é mês de celebrar o Dia da Ciência e Cultura, no dia 5, em homenagem ao nascimento de Rui Barbosa, renomado jurista, político e jornalista.
O estudo de Ciências desde a Educação Infantil é importante, pois é, nesse momento, que elas constroem suas primeiras sensações e impressões. Suas experiências e observações são ocasionais, respondendo à sua curiosidade dentro de sua capacidade de compreensão, tornando-as mais participativas, reflexivas e transformadoras da realidade.
Essa disciplina contribui, também, para o desenvolvimento de outras áreas, como a linguagem, matemática, física, biologia, química, história, geografia e antropologia.
O despertar da criança para essa área do conhecimento pode ser feito de diversas formas, mas o aguçar da curiosidade deve estar sempre presente para que elas tenham o interesse de aprender sempre mais.
Por isso, a ideia é celebrar o Dia da Ciência e Cultura organizando uma criativa feira com o tema Astronomia, em que experiências sobre campo magnético e uma pequena parcela do Universo, como o Sistema Solar, possam ser exploradas.
Para as crianças, aprender sobre os planetas costuma ser algo instigante e divertido, ainda mais quando esse conhecimento vem atrelado a produções artísticas.
Objetivos:
- Incentivar a curiosidade científica, de forma lúdica e interativa;
- Contribuir e enriquecer as experiências dentro do contexto escolar para a formação
integral da criança; - Adquirir o gosto pelas pesquisas e descobertas;
- Ampliar conhecimentos e habilidades de observar, especular, formular, experimentar, analisar, classificar e chegar a conclusões.
Faixa etária: a partir de 4 anos.
Você verá neste post:
Preparando a Feira de Astronomia infantil
Primeiro momento
1. Converse com as crianças sobre o tema a ser abordado na Feira de Astronomia e exponha os trabalhos que serão desenvolvidos.
2. Explique sobre a importância da Ciência para a compreensão de diferentes áreas do saber. Mostre, aos alunos, que diferentes temas poderiam ser abordados. No entanto, é importante que a Feira tenha um foco e que o estudo do Sistema Solar é um tema interessante para todos.
3. Fale sobre a astronomia e que, por meio dela, foi possível afirmar que existem cerca de 100 bilhões de galáxias no universo. E que todo o Sistema Solar, incluindo a Terra, está localizado dentro de uma galáxia chamada Via Láctea.
4. Fale sobre os planetas, sobre os astros que não tem luz própria. Eles recebem luz e calor das estrelas. Explique que o sol ilumina e aquece a Terra e, ao redor dele, giram oito planetas, mais um ‘anão’ (Plutão), compondo o sistema solar: Terra, Vênus, Mercúrio, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.
Segundo momento
5. Fale com as crianças sobre campo magnético. Todos os planetas e estrelas têm um campo magnético que os envolvem. O da Terra, que tem origem interna, é bem semelhante ao produzido por uma barra imantada.
6. Proponha aos alunos que façam ilustrações a respeito do universo. Utilize, ainda, outros recursos como recortes e colagens e, para as crianças do EF, solicite que elaborem legendas para as ilustrações.
7. Com sua orientação, permita que as crianças organizem, observem, pesquisem, investiguem e apresentem a conclusão de cada experimento.
Terceiro momento
8. Com as crianças, monte o Sistema Solar em isopor, ensinado pela arte-educadora Rosa Maria Rodrigues.
Quarto momento
9. Marque a data para as exposições dos trabalhos confeccionados e da mostra de experiências aprendidas em sala de aula. Convide as famílias e todo a comunidade escolar para que participem desta criativa Feira de Astronomia Infantil.
Dica esperta!
Explique às crianças sobre a importância da Astronomia, uma das ciências mais antigas e que tanto contribui para o avanço da humanidade, responsável pelo estudo dos corpos e fenômenos celestes.
A astronomia existe desde as primeiras civilizações. Na antiguidade, os povos, na tentativa de desvendar os mistérios do espaço, sonhavam em explorar o universo, observando as estrelas, cometas e planetas.
Experiências científicas sugeridas para exemplificar o campo magnético
O campo magnético da Terra tem origem interna e é bem semelhante ao produzido por uma barra imantada. Todos os planetas e estrelas têm um campo magnético e podemos visualizá-lo com uma bússola.
O ponteiro desse instrumento sempre se alinha na direção das linhas magnéticas do nosso planeta. Mas também podemos fazer algumas experiências para elucidar ainda mais esse exemplo. Elas são simples e requerem poucos materiais:
Experiência 1
Materiais:
- 1 ímã forte
- 1 pequena porção de limalha de ferro (facilmente encontrada em oficinas mecânicas)
- 1 folha de acetato
- 1 quantidade pequena de melaço ou qualquer outro produto semelhante
1. Misture o melaço com a limalha de ferro, obtendo uma substância grudenta.
2. Coloque essa substância sobre a folha de acetato.
3. Em seguida, posicione o ímã sob a folha e faça movimentos circulares.
4. Observe que a limalha atraída pela força do ímã ou seu campo magnético se desloca, formando pontinhos que se parecem com pequenas montanhas.
5. A estrutura tridimensional obtida é produzida pelo campo magnético que também age sobre os planetas.
Experiência 2

Materiais:
- 1 porção de limalha de ferro (facilmente encontrada em oficinas mecânicas)
- 1 copo de glicerina ou parafina líquida
- 1 recipiente de vidro transparente
- 1 pedaço de linha de aproximadamente 25 cm
1. Misture a limalha de ferro com a glicerina ou parafina líquida, dentro do recipiente de vidro
transparente.
2. Amarre o ímã com o pedaço de linha.
3. Posicione o apetrecho sobre o recipiente e vá movendo o pêndulo improvisado.
4. Observe que dentro do recipiente também ocorre um deslocamento. A limalha de ferro atraída
pela força do ímã emerge do líquido e se sobrepõe a ele, formando uma espécie de vestimenta que representa o campo magnético.

Criando uma maquete do Sistema Solar
Materiais:
- Bolas de isopor
– 1 bola de isopor de 150 mm (SOL)
– 2 bolas de isopor de 100 mm (JÚPITER, SATURNO)
– 2 bolas de isopor de 75 mm (URANO, NETUNO)
– 2 bolas de isopor de 50 mm (TERRA, VÊNUS)
– 2 bolas de isopor de 35 mm (MARTE, MERCÚRIO)
– 1 bola de isopor de 25 mm (PLUTÃO) - Palitos de churrasco
- Tinta guache
- Pratinho para vaso
- Pincel
- Cola quente
- Retalho de E.V.A.
- Risco
1. Introduza o palito na bola e retire formando um orifício.
2. Passe cola quente na ponta do palito e introduza-o novamente no orifício para fixá-lo. Faça isso com todas as bolas, menos a maior, o Sol. Pinte as bolas e os palitos. Deixe secar.
3. Com a cola quente, fixe metade da bola maior no pratinho.
4. Encaixe a outra metade da bola e fixe nela as outras bolas usando um palito. Fixe os palitos com a cola quente
5. No E.V.A., corte o anel de Saturno.

IMPORTANTE:
O professor deve passar todos esses conceitos, mas sem a pretensão de fazer os pequenos compreenderem tudo de imediato. “A observação constante do céu, ao longo de toda a escolaridade, e a participação em atividades lúdicas e enigmáticas sobre o universo ajudam as crianças a incorporar esses conhecimentos durante a vida”, afirma Rodolfo Langhi, pesquisador da Universidade Estadual Paulista (Unesp).
1. Rotação da Terra
- O que é?
É o giro que ela dá em torno si mesma, com duração de 23 horas, 56 minutos e 4,09 segundos.
O que provoca?
Em função desse movimento foram definidos segundo, minutos e hora. Ele explica também o dia e a noite.
Equívocos:
O nascer do Sol
É senso comum que o Sol nasce todas as manhãs e se esconde no final do dia. Na verdade, é a Terra que faz sua rotação. À noite, o Sol está iluminando outra face do planeta. Para os alunos perceberem isso, espete um palito ou um alfinete em qualquer lugar da bolinha de isopor que representa o planeta na maquete e faça a Terra girar em torno dela mesma.
Céu estrelado, até de dia
Nós só vemos as estrelas à noite, mas isso não significa que elas não estejam no céu durante o dia. Acontece que a intensidade da luz do Sol apaga o brilho das outras estrelas e dos planetas, que refletem a luz solar.
2. Translação da Terra
- O que é?
É a volta que o planeta dá em torno do Sol, com duração de 365,25 dias. Por convenção, decidiu-se juntar essas frações de dia que sobram todo ano e a cada quatro, no ano bissexto, acrescentar um dia ao mês de fevereiro.
O que provoca?
O movimento define o ano e a visualização de céu com diferentes configurações de estrelas.
Equívocos
Estações do ano
É comum ouvir que o verão ocorre porque a Terra está mais próxima do Sol e o inverno, ao contrário, quando está mais distante. Está errado. A órbita da Terra é quase circular não elíptica como aparece em ilustrações. Por isso ela pouco se afasta do Sol. O seu eixo (linha imaginária que une os pólos) é inclinado (veja ilustração). Isso faz com que o hemisfério sul receba mais energia do Sol durante um semestre e o norte no outro. Os raios solares chegam ao planeta com diferentes inclinações durante o ano. O dia em que um hemisfério recebe o maior ou o menor tempo de insolação é chamado de solstício de verão ou de inverno, respectivamente. O dia em que os hemisférios recebem o mesmo tempo de luminosidade é chamado de equinócio (de primavera ou de outono).
Quatro estações?
Quem mora próximo à linha do Equador nossas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste estranha muito essa história de quatro estações. Para essas pessoas, existem somente duas: o inverno (nem é porque faz frio, mas por chover muito) e o verão (época de estiagem). Primavera e outono, só de ouvir falar! Próximo à linha do Equador, os raios solares têm as menores inclinações. A duração das noites e dos períodos claros do dia são equivalentes. Portanto, não existe durante o ano grande alteração na posição em relação ao Sol. Por isso, nessas regiões não há tanta variação climática. O que já não acontece nas áreas que ficam acima do trópico de Câncer e abaixo do trópico de Capricórnio, onde as quatro estações são melhor demarcadas.
Meio-dia sem sombra?
Outro senso comum é que o verão se caracteriza por, ao meio-dia, o Sol estar tão a pino que nossa sombra some debaixo dos pés. Na verdade, pelo mesmo motivo anterior, isso só acontece nas regiões entre os trópicos, e apenas em dois dias do ano. Apesar de boa parte de nosso território estar localizada nessa região, o conceito errado pode confundir quem habita a região Sul…
3. Revolução da Lua
O que é?
É a volta que a Lua dá em torno da Terra, com duração de 29 dias, 12 horas, 44 minutos e 2,9 segundos.
O que provoca?
É esse movimento em torno da Terra e em relação aos raios solares que define as fases da lua. A partir delas, os povos antigos marcaram as semanas e o mês. A revolução de nosso satélite é responsável, junto com o Sol, pelo sobe-e-desce das marés. E também pelas lindas noites de Lua cheia.
Equívoco – Onde está a Lua nova?
Bem ali, diante de nossos olhos. Mas a parte que seria visível não está iluminada pelo Sol, pois os dois astros encontram-se praticamente no mesmo ângulo de visão em relação à Terra. As outras fases (crescente, cheia e minguante) são resultados da nossa visão da Lua iluminada pelo Sol em diferentes ângulos.
Simuladores Virtuais do Universo
Aproveitando que muitas crianças já andam equipadas com celulares e smartphones de última geração, fale com eles sobre alguns aplicativos que permitem visualizar melhor o universo e conhecê-lo. Depois, peça para desenharem ou escreverem a experiência que tiveram ao utilizar estes aplicativos em casa.
Se a escola tiver laboratório de informática pode mostrar aos alunos o sistema solar de forma virtual, ou seja, através de simuladores virtuais do Universo.
Veja alguns sites de simuladores do universo gratuitos e ótimos:
Você sabia?
A Astronomia é uma ciência que estuda a origem, a evolução, a composição, as distâncias e os movimentos dos corpos celestes, apresentando caráter multidisciplinar e possibilitando que vários temas relacionados a diferentes áreas do conhecimento sejam desenvolvidos a partir dela. Ensinar astrono mia nas séries iniciais da educação ajuda a criança a entender e respeitar nossa posição no planeta e no universo.
Todo mundo sabe que a Terra tem sua Lua, mas muitos desconhecem que outros seis planetas do Sistema Solar – Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão – também têm seus satélites, que, como a nossa conhecida Lua, são corpos celestes que giram ao seu redor. De todos os planetas, o que mais tem luas é Saturno. Ao redor de Júpiter, orbitam 79 corpos celestes. Já Saturno tem 82 luas.
(Informação retirada daqui: https://jornal.usp.br/atualidades/com-novas-luas-descobertas-saturno-totaliza-82-e-ultrapassa-jupiter/)
O universo, na representação dos antigos
Um ovo com a Terra no meio: assim era o universo para os chineses, antes da era cristã | ![]() Para os babilônios, a Terra era um barco virado no mar e o céu, pedra preciosa. | Os egípcios acreditavam que o universo era uma caixa e o Sol viajava em um barco |
A Terra era um disco dentro de um rio para os gregos e o Sol era puxado por carruagem | Para algumas tribos africanas, o universo era uma cabaça, com as metades unidas por uma serpente | Na tribo dos jurunas, quem iluminava o dia eram os filhos de Kuandú, o deus Sol, quando saiam de casa |
Dica de leitura para Professores

30 conceitos essenciais para crianças
Uma divertida introdução ao universo da ciência, esse livro explora 30 descobertas e teorias fundamentais do pensamento científico. A obra aborda seis períodos:
- Grécia Antiga;
- A Revolução Científica;
- Era da Razão;
- Indústria Moderna;
- Ciência Moderna;
- Ciência Atual –, introduzidos por um glossário.
Cada página traz um tópico diferente com a apresentação dos fatos principais, o “Resumo em 3 segundos” e a “Missão de 3 minutos”.
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Matéria retirada e adaptada da revista Guia Prático de Educação Infantil.





A Terra era um disco dentro de um rio para os gregos e o Sol era puxado por carruagem




