Teatro da Lenda do Guaraná

Veja abaixo um teatro infantil sobre a lenda do Guaraná, bem útil para trabalhar as lendas do  Folclore.

PERSONAGENS: Mãe, Pai, Filho, Jurupari, Índio 1, Índio 2, Multidão. Total: 12 atores.

CENÁRIO: aldeia mostrando seus aspectos: cestos, arcos, flechas, redes, peixes, frutas, pessoas trabalhando, etc.

SONOPLASTIA: Som de floresta, música indígena, tambores, trovões, música de terror, música triste, música alegre (essas músicas, de preferência, instrumentais), música Aquarela do Brasil.

FIGURINO: Roupas feitas de estopa, cocares de pena, arcos, flechas, para Tupã, um cocar majestoso e capa branca, Jurupari com capa preta e rosto coberto.

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(Num dos lados do palco aparece a mãe e o pai. Caminham pela aldeia cumprimentando os conhecidos. Param no centro do palco. Sons de floresta)

MÃE: Vivemos tão felizes em nossa aldeia. Todos nos respeitam e gostam de nós.
PAI: É verdade, somos abençoados. Só uma coisa me entristece: não termos um filho para completar nossa felicidade.
MÃE: Eu também quero muito um filho. Vamos pedir ajuda a Tupã?
PAI: Sim, Ele tudo pode e, com certeza, nos ajudará. É isso que faremos.

(Saem da cena. Alguns segundos depois, os índios da aldeia começam uma dança indígena. O pai e a mãe voltam e ficam no centro da dança. De repente, Tupã aparece ao som de tambores)

TUPÃ: Por serem pessoas tão bondosas e justas, vou atendê-los. Vocês serão pais de um menino forte, sadio e inteligente.

(Todos se alegram e o casal se abraça. Vão saindo aos poucos. Logo depois, a mãe aparece
grávida, entrando de um dos lados do palco, passeando e acenando para os conhecidos. Sai.
Aparece novamente do outro lado do palco com um bebê nos braços junto com o pai. As
pessoas vêm ver o bebê, parabenizando os pais. Saem. Após, aparece o menino junto com o
pai. Todos gostam dele, pois é bondoso e prestativo. Som de floresta)

PAI: Filho, por favor, ajude-me a recolher esta lenha!
FILHO: É pra já pai.

(Depois o menino aparece fazendo várias atividades: pescando, caçando e brincando na floresta. Índio 1 e Índio 2 aparecem conversando no canto da cena)

ÍNDIO 1: Esse menino é muito especial, conhece todos os segredos da floresta, entende e fala
com os animais!

ÍNDIO 2: Menos com um: Jurupari, o espírito do mal.
(O menino que está por perto se aproxima e pergunta)

FILHO: Índio velho, me fale sobre esse tal de Jurupari.
ÍNDIO 2: Apesar de você ser muito inteligente e entender várias coisas, ainda não é hora de falar sobre isso. Quando chegar o momento, você saberá.

(Todos saem. Entra Jurupari, fazendo momento sorrateiros. Música de terror)

JURUPARI: Quem esse menino pensa que é? Tão bondoso, tão perfeito, tão querido por todos!
Isso eu não aguento. Vou destruí-lo, logo, logo…

(Sai. Entra a mãe e o filho. Som de floresta)

MÃE: Filho, por favor, vá até a beira da floresta colher algumas frutas para o jantar!
FILHO: Estou indo mãe.
MÃE: Não vá longe que é perigoso.
FILHO: Não se preocupe mãe. Eu sei me defender.

(Sai andando para a floresta que pode ser feita num dos cantos do palco. Chegando lá, Jurupari aparece em forma de serpente. O menino não sente medo, pois conhece todos os animais)

JURUPARI: É hoje que esse menino tão perfeito vai morrer! (Se aproxima do menino. Som de terror)
FILHO: Uma cobra! Mas não preciso ter medo. Conheço todos os seus movimentos. (Jurupari se aproxima e morde o menino, que morre)

JURUPARI: Estou vingado, estou vingado. E agora, menino, quem é o melhor, hein? (Sai dando
gargalhada)

(Na aldeia, lado oposto da floresta, todos estranham a demora do menino e começam a
procurá-lo)

MÃE: Filho, onde você está? Responda!!
PAI: Filho, responda!!
ÍNDIO 1: Achei, achei, está aqui!!
PAI (desesperado): Não é possível, foi mordido por mordida de cobra, mas ele conhecia todos
os animais da floresta!!
ÍNDIO 2: Menos Jurupari. Foi Jurupari que o matou por inveja de sua bondade e inteligência.

(Todos choram e lamentam (música triste). De repente, ouve-se um forte trovão. A mãe fica
concentrada e depois fala)

MÃE: É Tupã. Ele quer nos compensar por essa morte. Deseja que plantemos os olhos do meu filho. Diz que deles brotará uma planta milagrosa, cujo fruto nos fará felizes.

(Encenam que estão arrancando e plantando os olhos do menino. Todos saem da cena. Depois
volta a mãe e o pai (música alegre) com a planta do guaraná (pode-se modelar um galho com
os frutos igual ao da natureza). Mostram para o público. Aparecem os outros índios e fazem
uma fila na frente do palco)

ÍNDIO 1: Este é o fruto que nasceu dos olhos enterrados do menino: o guaraná.
ÍNDIO 2: GUARÁ na língua dos índios significa “o que tem vida, gente” e NÁ significa “igual, semelhante”
PAI: Assim, guaraná quer dizer: sementes iguais a olhos de gente.
MÃE: Os índios torram e moem essa semente. Depois fazem uma massa e ralam e com o pó fazem uma bebida.

PAI: Mas não é só em forma de bebida que o guaraná é usado. Também é aplicado para curar diversas doenças.

TODOS JUNTOS: Viva o guaraná, fruto do Brasil!!

(Música final: Aquarela do Brasil)

  • Após a apresentação, o grupo pode se apresentar ao público, dizendo o título da lenda, nome dos alunos e professores, o objetivo do trabalho desenvolvido. Também pode haver uma exposição de produtos que contenham guaraná, imagens da planta com maiores informações sobre essa cultura, etc.

(adaptação: Profª Maribel)

Veja também o teatro da lenda do negrinho do pastoreio

Leia também aqui no site Atividades para professores sobre a mula-sem-cabeça da Turma da Mônica.

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