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Rachel de Queiroz: uma escritora pioneira

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Rachel de Queiroz foi a primeira mulher a entrar na Academia Brasileira de Letras.
O feito fica ainda mais importante, quando falamos da época em que foi ganho, quando não existia o menor respeito por mulheres na literatura brasileira, e se agravava ainda mais por ser uma mulher nordestina. 
Sua história virou lenda, e não é para menos, suas histórias de romance, entraram para a eternidade, agora com mais notoriedade ainda, graças à internet.
Rachel de queiroz uma pioneira na literatura
Rachel de queiroz uma pioneira na literatura

A escritora nasceu em novembro de 1910, na capital do Ceará, em Fortaleza. Na infância, teve que conviver com as mudanças, saindo de Fortaleza para morar no Rio de Janeiro, posteriormente para Belém, e 2 anos após, voltaria à Fortaleza, para ingressar no Colégio da Imaculada Conceição, onde se formou com 15 anos.

Já na adolescência, ela mostrava todo seu talento, escrevendo alguns romances e peças de teatro.

Estreou no mundo literário com apenas 12 anos, o que é muito pouco comum neste meio.

A obra literária o “Quinze” foi inspirada numa doença que ela teve poucos anos antes. Romance muito falado no meio literário, principalmente no Rio de Janeiro e São Paulo, foi um grande sucesso em 1930.

A verdade é que todos se renderam a Rachel de Queiroz, seu talento era tão grande, que não tinha como o machismo da época, que era predominante, tirar todo seu brilho. Apesar de tentarem a todo custo, inclusive acusando Rachel, de ter escrito os poemas em forma de protesto, contra a fragilidade da mulher nos anos 30 no Brasil.

Depois do primeiro sucesso, vieram várias outras obras de grande sucesso, como João Miguel, As Três marias, Caminho de Pedras, A Donzela e a Moura Torta, O Galo de Ouro, Lampião, A Beata Maria do Egito, Cem Crônicas escolhidas, O Brasileiro Perplexo, O Caçador de Tatu, O Menino Mágico, Dora, Doralina, As Menininhas e Outras Crônicas, O Jogador de Sinuca e Mais Historinhas, Cafute e Pena-de-Prata, Memorial de Maria moura, Cenas Brasileiras, Nosso Ceará, Tantos Anos, Memórias de Menina e Pedra Encantada.

Com tantas obras marcantes, Raquel de Queiroz ganhou alguns prêmios. O principal foi o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, além do Prêmio Camões, que é dado pelo conjunto da obra, só pra quem enriquece a língua portuguesa.

Em 4 de novembro de 2003, com 93 anos, ela veio a falecer, exatamente 26 anos depois da posse na ABL.

Raquel de Queiroz era pura poesia, e merece estar na história da língua portuguesa. Jamais se esqueçam dessa mulher que revolucionou a literatura brasileira e marcou época.

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