Tudo sobre o tiroteio no Colégio de Goiânia

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Tragédia em escola de Goiânia! Adolescente de 14 anos matou 2 e feriu outros 4 adolescentes motivado por bullying. Saiba tudo aqui! Cobertura completa!

 

Segundo informações da Polícia Militar (PM), um adolescente de 14 anos levou na mochila uma pistola 40 de uso restrito militar, para o colégio Goyases, em Goiânia-GO, na manhã de hoje, 20 de Outubro de 2017. No intervalo do 5º para o 6º horário, ele sacou a arma e disparou contra os colegas de turma.

Dois estudantes, de 12 e 13 anos, foram mortos e outras quatro pessoas ficaram feridas após os disparos. O jovem foi contido pelos professores e colegas enquanto recarregava a arma. Ele foi apreendido em flagrante pela PM e encaminhado para a Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais (Depai), no Jardim Goiás, na capital.

O pai do jovem, que é um major da PM, acompanha o procedimento na delegacia. A arma que o adolescente levou para a escola é, inclusive, de uso militar e seria do pai do adolescente.

Ainda de acordo com a PM, as vítimas desse ataque são:

João Pedro Calembo (à esquerda) e João Vitor Gomes morrem após tiros em escola de Goiânia (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)

Mortos:

  • João Vitor Gomes
  • João Pedro Calembo

Vítimas de atentado em escola foram mortas com tiro na cabeça 

Os corpos de João Vitor Gomes e de João Pedro Calembo estão no Instituto Médico Legal de Goiânia. A necropsia, que ficou pronta no final da tarde de hoje, apontou que os dois jovens foram mortos com tiro na cabeça. Até o momento, apenas o pai de João Vitor foi reconhecer o corpo do filho.

Segundo relatos de sobreviventes, João Pedro, de 13 anos, foi o primeiro a ser atingido pelas balas. O estudante sentava atrás do autor dos disparos e, de acordo com os colegas, fazia bullying com ele. Ontem o aluno havia dito que levaria hoje um desodorante para zombar do colega, autor dos disparos.

Feridos no tiroteio:

  • Hyago Marques – 13 anos – Foi atingido no tórax com menor gravidade e não precisou passar por cirurgia. Ele respira normalmente, está acordado, conversando e internado na enfermaria.
  • Isadora de Morais – idade não confirmada: Internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hugo. Ela levou um tiro no tórax que perfurou o pulmão, passou por uma cirurgia para drenagem do tórax e está em estado grave, na UTI e respirando com ajuda de aparelhos. Ela ainda corre risco de morte.
  • Lara Fleury Borges – idade não confirmada – Está internada na enfermaria do Hospital dos Acidentados em estado estável e respirando espontaneamente.
  • Marcela Rocha Macedo – 13 anos – Ela também foi baleada no tórax, teve o pulmão esquerdo perfurado, passou por cirurgia e está internada na enfermaria. Paciente está consciente e respirando sem aparelhos.

 O que se sabe até agora:

Sequência de fatos:

  • Colegas relatam que ouviram um barulho
  • Em seguida, os alunos viram o adolescente tirando a arma da mochila e atirando
  • Alunos correram para fora da sala de aula
  • O aluno descarregou um cartucho, carregou o segundo e deu um tiro, mas foi convencido pela coordenadora a travar a arma
  • Estudante foi levado para a biblioteca até a chegada dos policiais

O Corpo de Bombeiros informou que, por volta das 12h, cinco viaturas foram acionadas para socorrer as vítimas dos disparos de arma de fogo. As mortes foram confirmadas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Um helicóptero do Grupo de Radiopatrulha Aérea (Graer) foi acionado para encaminhar uma das vítimas ao Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo). Viaturas da Polícia Militar (PM) estão no local.

“Ele sofria bullying, o pessoal chamava ele de fedorento, pois não usa desodorante. No intervalo da aula, ele sacou a arma da mochila e começou a atirar. Ele não escolheu alvo. Aí todo mundo saiu correndo”, relatou o estudante.

PÂNICO EM SALA DE AULA

Alunos que estavam no Colégio Goyases, em Goiânia, relataram momentos de terror durante o atentado com arma de fogo no Colégio Goyases. “Foi na minha sala, quando deu o horário de saída, ele sacou a arma e começou a atirar em todo mundo. Ele mirou em mim, mas não conseguiu“, contou um adolescente ouvido pela TV Anhanguera. De acordo com o garoto, o menino usou uma pistola de calibre 40. Uma menina que também estava nas proximidades do Colégio diz ter corrido com uma amiga para se salvar. “Eu segurei na mão da minha amiga e a gente saiu correndo“, disse.

“Ele lia livros satânicos, falava que ia matar alguns dos colegas. Um dos garotos que foi morto falava que ele fedia e chegou a levar um desodorante para a sala”, contou uma aluna.

Ela relatou que, quando ouviu o primeiro disparo, não imaginou que fosse um tiro. “Pensei que eram balões estourando porque amanhã seria nossa feira de ciências. Depois, ouvimos o barulho novamente e alguém gritou ‘é tiro‘. Aí começou o desespero”, contou.

Quem é o adolescente apontado como autor do tiroteio na escola de Goiânia

O adolescente de 14 anos apontado pela polícia como o autor do atentado dentro do Colégio Goyases, no Conjunto Riviera, em Goiânia, ganhou uma medalha em maio deste ano ao participar da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). A competição ocorreu na própria escola.

Além disso, chama a atenção os relatos de pais de alunos que estavam nesta sexta-feira (20) na porta do colégio e também de colegas de classe. Segundo eles, em informações preliminares, o jovem também tinha o costume de proferir discursos satanistas.

Segundo informações da Polícia Militar (PM), o adolescente suspeito pelo atentado levou na mochila uma pistola .40, de uso restrito militar, para o colégio na manhã de hoje. No intervalo do 5º para o 6º horário, ele sacou a arma e disparou contra os colegas de turma.

Adolescente ficou dois meses planejando a ação.

O responsável pela Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais (Depai), Luiz Gonzaga Júnior falou em entrevista coletiva no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), sobre o depoimento do garoto de 14 anos autor do atentado no Colégio Goyases. Segundo ele, o adolescente disse que vivia em conflito com uma das vítimas fatais da tragédia. “Ele me amolava muito”, comentou.

O crime teria sido premeditado. Ainda de acordo com informações do delegado, o jovem teria se inspirado no massacre na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, Rio de Janeiro. Outra inspiração seria o massacre de Columbine, nos Estados Unidos.

“Ele disse que vinha sofrendo bullying, ou nas palavras dele, que um colega estava amolando ele. Inspirado em outros casos, segundo ele como os de Columbine e o de Realengo, ele decidiu cometer esse crime. Ele ficou dois meses planejando a ação”, disse o delegado Luiz Gonzaga Júnior, titular da Delegacia Estadual de Apuração de Atos Infracionais (Depai).

O massacre de Columbine deixou 12 alunos e um professor mortos nos Estados Unidos em abril de 1999. Já em Realengo, 12 pessoas foram mortas na Escola Municipal Tasso da Silveira, em abril de 2011.

 

Arma utilizada em atentado no Colégio Goyases é da PM e autor é filho de pai e mãe militares

As informações foram confirmadas pelo assessor de comunicação da corporação, tenente-coronel Marcelo Granja, que esteve no local.

Segundo Granja, a arma utilizada pelo jovem autor dos disparos, de apenas 14 anos, é da corporação. “O pai dele, que é oficial da Polícia Militar, esteve aqui e acompanhou o caso. A pistola .40 é da Polícia Militar do Estado de Goiás”, lamentou.

O pai do autor do crime, um policial militar, será ouvido ainda nesta sexta-feira (20). O garoto provavelmente será encaminhado para atendimento psicológico. Apesar de indícios sobre a motivação, a polícia pretende ouvir outras testemunhas para verificar se o bullying foi o principal motivo do caso.

“Ele pegou a arma, atirou contra o alvo, e, em seguida, disse que perdeu o controle e teve vontade de matar mais pessoas“, contou o delegado.

 

Corpos sendo retirados pelo IML do Colégio Goyases

Vítima baleada nas costas no atentado em Goiânia iria visitar a mãe nos EUA no final do ano

Ivan Aragão, tio de uma das vítimas do atentado ocorrido em uma escola particular em Goiânia, conversou com O POPULAR e afirmou que a sobrinha foi atingida nas costas durante o tiroteio. Segundo ele, a menina chegou ao Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) em um veículo particular. De acordo com o boletim médico divulgado pelo hospital, ela está em estado grave e respira com a ajuda de aparelhos.

O pai da garota trabalha na escola há 14 anos e ela sonha em fazer em medicina. A jovem tem viagem marcada para os Estados Unidos no final ano quando irá encontrar a mãe que vive naquele país. Carolina Gomes, mãe de uma colega de classe do adolescente que fez os disparos, contou que o garoto sempre foi muito tranquilo, mas vinha tendo  problemas de relacionamento com alguns colegas. Nos últimos tempos ele vinha sofrendo bulling por causa do mau cheiro nas axilas.

Outra mãe contou que colegas teriam feito uma brincadeira com ele usando um desodorante. Hoje, na última aula, o adolescente que é filho de policiais, deu o primeiro tiro com uma pistola, ainda dentro da mochila. Depois, tirou a arma e começou a atirar em direção ao fundo da sala onde estavam os colegas que zombavam dele, antes de atingir os outros adolescentes.

Quando o primeiro tiro foi disparado, a filha de Carolina correu e ligou para a mãe. A tragédia ocorreu no final da última aula.

Segundo um aluno que estava dentro da sala de aula, o autor do atentado sofria bullying e era chamado de “fedorento”.

Em um áudio divulgado em uma rede social, outro colega de sala do autor, disse que esteve na mira do jovem, mas não foi atingido. “Ele mirou em mim, mas não acertou”, disse.

UMA ADOLESCENTE FERIDA AINDA CORRE RISCO DE MORTE

Em coletiva de imprensa na tarde desta sexta-feira (20), o diretor técnico do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), Ricardo Furtado, relatou que uma adolescente de 13 anos, vítima do atentado no Colégio Goyases, está internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em estado grave e “corre risco de morte”.

A jovem levou um tiro na mão, foi ferida superficialmente no pescoço, mas a lesão torácica foi a mais grave, segundo Furtado. “O disparo perfurou o pulmão. Ela passou por cirurgia e, por conta dessa lesão, foi necessário realizar o procedimento de drenagem bilateral”, afirmou. A estudante respira por aparelhos e está com dreno de tórax nos dois pulmões. Outras duas vítimas também foram alvejadas no tórax e estão internadas no Hugo.

Uma adolescente, de 13 anos, também teve o pulmão perfurado e passou por cirurgia semelhante ao da colega de classe. “Ela está acordada, respirando espontaneamente, sem ajuda de qualquer aparelho, acordada, consciente e verbalizando. No entanto, essa paciente está estável, não teve perda importante de sangue e, portanto, seguirá internado em leito de enfermaria”, disse o diretor.

O outro paciente, do sexo masculino, também de 13 anos, não teve o pulmão perfurado, apesar de ser atingido no tórax. “No caso dele não houve necessidade de procedimento cirúrgico. Mas passará por avaliação clínica e acompanhamento em leite de enfermaria”.

Conforme o diretor técnico do Hugo, nenhum dos pacientes tem previsão de alta. “Mas pela gravidade, a jovem que está internada na UTI terá uma internação mais prolongada”, ressaltou.

Acompanhamento – Furtado relatou durante a coletiva que os jovens não choraram. “Os médicos não abordam nesse momento a questão emocional. A equipe multidisciplinar sim tem feito o acompanhamento psicológico desses pacientes, assim como das famílias, que recebem apoio e os pacientes seguem em acompanhamento”. Segundo ele, os familiares já foram autorizados a visitarem os adolescentes.

 

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